“Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não se irritavam com as minhas ironias, não me seguravam com tanta força a ponto de me esmagar, não amavam os amigos acima de tudo, não tinham respostas pra tudo de forma tão irritante. Não eram tão orgulhosos como eu, não tinham humor tão negro. Não eram convencidos demais, Não gostam de flash backs com ex. Não tiravam sarro do meu time, não ligavam se eu confundisse nomes de capitais, movimentos artísticos, ruas e bairros, era ele que eu gostava, era ele que eu queria. E ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que comiam de forma correta nos horários, mulheres que não fossem tão ciumentas e possessivas, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, não tinham pernas tão finas, tampouco testudas, não cantavam tão mal, não tinham medo de tudo, não eram tão irônicas, não questionavam tudo o tempo inteiro, não falavam demais, era de mim que ele gostava, era eu que ele queria. Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filme fraco com final feliz, gostamos dos europeus “cult” onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e perdem, assim como aconteceu com a gente.”
Então peguei meu celular, assim, meio ocupada, óculos e tal e mordendo o lábio inferior um pouco ressecado e, sem dó, deletei seu número de celular. Deletei as mensagens de texto também. E deletei seu nome e as fotos e a música e tudo.
“Simples assim, amizades não devem ser amarradas por nós, precisam ser sustentadas através de laços.
Mas laços são frágeis, podem se desfazer a qualquer momento com um simples toque ou um rápido movimento.
Ao mesmo tempo sabemos que existem laços muito bem dados, com capricho, com carinho e que se tornam tão seguros que mais parecem nós. Mas não se parecem com nós que apertam, que prendem, que são impossíveis de se desfazer.
Amizade é algo que precisa de liberdade e ao mesmo tempo de segurança e um laço bem dado
pode ser desfeito a qualquer momento, mas pode também durar uma vida toda, basta ser muito bem cuidado.”
Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.”
”Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.”
E sussurrava baixinho antes de dormir: ei Deus, cuida dele enquanto eu não posso cuidar tá?
(Source: minhavidasemseuamor)
(Source: cher-la-vie)